Fan Fiction
Autora: Virgínia Mota - xvivifiles
Título: Perigo: Mulheres
Sinopse: Um misterioso caso envolvendo ... Mulheres
Disclaimer: Eles não me pertencem e bálbláblá...
Categoria: Shipper
Spoilers: nenhum
Feedback: Gente, esta é minha 3ª Fanfiction... Por favor,
mandem
feedbacks!!
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Residência dos Wallaces
Nashville
10:13 pm
Joey está sentada no sofá com o namorado, Paul. Eles se
beijam e trocam carícias, mas isto não dura muito... Em meio
a tantos afagos, Joey solta entre os lábios em meio a
suspiros "Vamos para o meu quarto". Rapidamente Paul a
empurra.
— O quê? – ele dizia com ar de surpresa
— Ah, Paul! Tudo bem se não quer lá, vamos ser mais
rápidos – Joey abriu sua blusa rasgando-a – Venha!!
— Você não é a Joey! Ela nunca faria isto... Ela não é
assim... – o pânico tomava conta de seu corpo.
Ela pulou para cima dele. Ele a jogou no chão. A raiva
cresceu dentro dela, levantou-se e foi em direção a cozinha,
abriu a gaveta de talheres e pegou uma faca.
— Isso não vai ficar assim! Você não vai me rejeitar
deste modo!!
Ele não disse nada. A raiva transparecia pelos olhos
dela. Levantou a faca e cravou no peito de Paul que foi
deslizando pela parede deixando um rastro de sangue. Joey
ficou olhando-o atônita como se não tivesse feito nada...
Pegou a faca e saiu correndo...
Arquivo X
thurururururuuuu
Atividade paranormal... O governo nega ter
conhecimento...
"A mão que afaga é a mesma que apedreja"
Sede do FBI
Escritório do porão
8:23 am
O agente Mulder estava sentado na cadeira apoiando as
pernas na mesa quando Scully chegou no escritório trazendo
uma pasta.
— Bom dia, Mulder! – ela disse sorrindo
— Como vai, Scully? – ele disse ainda com as pernas
sobre a mesa.
— Mulder, por favor, recomponha-se!
— Como quiser sargento! – ele disse batendo continência
e encolhendo as pernas.
— Nós temos um novo caso... Skinner nos pediu para
investigar um assassinato – Scully dizia abrindo a pasta que
trazia.
— E nós vamos ter que ir para descobrir o assassino e
blábláblá, não é mesmo? – Mulder dizia cinicamente.
— Sim, Mulder, nós temos que ir... Sei o que você deve
estar pensando: Isso não é um Arquivo X e este caso é para o
departamento de crimes violentos, mas mesmo assim vamos ter
que ir lá... – Scully agora fazia cara de deboche – Talvez
alienígenas tomaram o corpo do assassino...
— Na verdade não estou pensando em nada disso... Até
gostei da idéia de não ser da nossa área, precisamos de umas
férias – ele dizia fazendo um olhar irônico
— Mulder, você é irritante! – Scully desabafa depois dá
um sorriso – Mas eu gosto disso...
Proximidades de Nashville
Dentro do carro
6:25 pm
— Retiro o que disse lá no escritório, Mulder! Você é
irritante, sim, mas não gosto disso!! Como pôde esquecer de
abastecer o carro? Agora estamos parados aqui a espera de que
alguém caridoso nos empreste gasolina – Scully estava muito
nervosa. Saiu batendo a porta do carro.
— Ah, Scully! Não me venha com essa, você que aceitou o
caso do Skinner e nos fez vir aqui. – Mulder dizia saindo do
carro e indo em direção a parceira – e além do mais, tem um
motel logo ali – disse apontando para um lugar iluminado –
onde podemos passar a noite e amanhã colocamos gasolina no
carro.
Scully assentiu com a cabeça, virou-se para o parceiro e
disse em tom sarcástico:
— Tudo bem! Mas, você empurra o carro até lá...
O agente fechou a cara, mas não discutiu, empurrou até a
frente do motel, que, aliás, tinha um nome muito estranho
"Bubble of love".
— Queremos dois quartos, por favor – Mulder, suando,
pediu para a senhora atrás do balcão.
— Estamos sem vagas aqui, mas tem um motel mais
adiante...
— Droga! Lá vou eu empurrar este carro até lá de novo...
Vida boa é a sua, Scully, fica só aí parada!
— Não me venha com essa, Mulder! Deixe o carro aqui que
amanhã nós o pegamos... – ela virou-se para a senhora – Tem
algum problema?
A mulher balançou a cabeça negativamente. Os agentes
rumaram em direção ao outro motel, cujo nome era bem original
"Witchcraft".
***
Já pela manhã, os agentes, pegaram o carro e foram até a
delegacia desvendar o "misterioso" assassinato.
— Olá, somos os agentes Scully e Mulder do FBI, viemos
investigar o assassinato de Paul Wallace. – Scully disse
retirando sua insígnia – Você deve ser o delegado, eu suponho
– ela falava com um homem grisalho de uns 50 anos.
— Não, meu nome é Niel, sou o secretário... Sabe, nesta
cidade as mulheres que mandam... - neste momento uma mulher
linda dos olhos verdes e cabelos negros e lisos entrou no
escritório – Ela é o delegado, senhora Natalie Bletsky.
Natalie entrou cumprimentando os agentes. Mulder
rapidamente apertou sua mão e disse:
— Oi! Somos os agentes Mulder e Scully, viemos... – mas
foi interrompido pela delegada
— Eu já sei o que vocês vieram fazer aqui , agente
Mulder, não precisa repetir
A Sra. Bletsky olhou cínica para Mulder, levantou a
perna e colocou em cima da cadeira, levantou a calça e
mostrou a bota para Niel, que pegou uma latinha de graxa e
começou a engraxar a bota. Mulder olhou a cena atônito.
Scully segurou o riso. Depois saíram para o necrotério. Ao
sair da sala, o agente reparou que as duas mulheres se
entreolharam com um estranho brilho nos olhos.
— Anda, Mulder! Preciso olhar uns corpos – Scully
falava
debochada
— Como você mandar...
Scully não descobriu nenhuma pista do assassino. Mulder,
que ficou ao seu lado o tempo todo, pensava na cena que
presenciara e em tudo o que viu no necrotério. Só mulheres
ocupavam os cargos superiores... E desde a conversa com a
delegada, Scully estava bem diferente.
— Mulder? – ela o chamou tirando-o de seus devaneios –
Vamos embora! Estou cansada...
Ele já ia sair quando percebeu que Scully apontava para
o casaco dela que estava pendurado.
— Não vai ser um cavalheiro e pegar meu casaco?
Mulder não disse nada só pegou o casaco e saiu.
Motel Witchcraft
Quarto de Mulder
11:12 pm
Mulder estava quase dormindo quando ouviu batidas na
porta. Levantou mal-humorado e foi atender. Scully estava
vestida de "feme fatale", uma camisola de seda vermelha com
um grande decote em V embaixo de um robe entreaberto. Ela
colocou uma mão sobre o ombro de Mulder e o empurrou fechando
a porta atrás de si com um simples toque de calcanhar.
— Olá, Mulder! – Scully dizia fazendo um beicinho
sedutor
— O que é isso, Scully? Você está bem? – Mulder dizia
quase em pânico
— Que foi, Mulder? Só estou com uma roupinha
diferente... – Ela falava sempre com o mesmo beicinho sedutor
deixando o robe cair
— Scully, você está me assustando... – o agente ia se
afastando cada vez mais da estranha Scully.
Ela apenas sorriu maliciosa e o jogou em cima da cama.
Mulder foi sacudido pela queda, pois o colchão era d'água.
Scully pulou por cima dele abrindo as pernas. O agente não
podia fazer nada a não ser segura-la.
— Oh, Mulderzinho... O que está acontecendo? Não quer?
— Você não é a Scully! – ele segurava suas mãos
— O que é isso parceiro? Não está me reconhecendo? – Ela
dizia enquanto soltava uma das mãos e pegava dois pedaços de
corda de dentro da camisola – Eu sou apenas um lado que você
ainda não conheceu – agora ela amarrava as mãos do parceiro
na grade da cama.
— Não, não faça isso, por favor! – Ele suplicava – Não
quero isso com você, eu quero a Scully de volta!!
— Mas eu sou ela... Pelo menos não deixo de ser... – ela
falava enquanto ia mordendo o lóbulo de sua orelha e depois
ia selvagem beijar seu pescoço.
Mesmo em meio a suspiros Mulder conseguiu segura-la com
as pernas e com muito esforço desamarrou os nós que prendiam
suas mãos. Pegou Scully e a levou para o banheiro.
— Volte ao normal! – o agente dizia enquanto a colocava
debaixo da água fria do chuveiro.
Como se retomasse a consciência, Scully sacudiu a
cabeça.
— O que está acontecendo? Mulder por que estou neste
banheiro? – ela olhava para si mesma – por que estou vestida
assim? - olhou para as mãos do parceiro – Por que você está
com essa corda nas mãos?
— Scully! É bom ter você de volta! – ele a abraçou
— Mulder, estou com frio! Esta água está muito gelada!
O agente desligou o chuveiro e pegou uma toalha para que
sua parceira se enxugasse, enquanto isso ia contando tudo o
que aconteceu e Scully olhava para ele horrorizada e com
muita vergonha.
— Não acredito que fiz isto – seu rosto estava vermelho
— Pois é! Se eu soubesse que você era assim Scully... –
ele olhou malicioso para ela, mas depois riu – Brincadeira...
eu disse que íamos tirar umas férias, mas pelo que parece,
isto realmente é um arquivo X.
— O que você acha que está acontecendo por aqui?
— Ainda não sei, Scully... Mas as mulheres estão por
trás disso, você mesma viu, aliás, também agiu assim.
— Você está sendo machista! Só porque nesta cidade as
mulheres é que mandam quer dizer que nós temos toda a culpa?
– um brilho estranho voltava aos olhos de Scully – Nós somos
muito melhores que vocês...
Mulder olhou aterrorizado para ela. Scully levantou-se e
o pegou pelo braço o jogando contra a parede. Chegou perto
dele, seus rostos quase colados. Mulder não tinha outra coisa
a fazer, mas precisava ter Scully de volta. Levantou a mão e
deu um grande tapa em seu rosto. Ela caiu no chão colocando a
mão no rosto.
— Rápido, Mulder! Me amarre! – Ela gritava enquanto
punha a mão na cabeça na tentativa de retomar o controle do
corpo, o brilho de seus olhos estava mais intenso – Você é
selvagem... Gosto disto...
O agente a amarrou na cama, correu ao banheiro, pegou
um pouco de água e jogou no rosto da parceira. Ela voltou ao
normal.
— Ai! Meu rosto! Você me bateu? Por que estou molhada de
novo?
— Não há tempo para explicações, precisamos apagar este
seu fogo... Mas, como?
— Que tal, cedendo?
— É você mesmo? – Mulder perguntou olhando-a nos olhos,
não havia brilho nenhum – Não, Scully, não quero fazer isto
só para me salvar, só por que eu quero – as palavras saíam de
sua boca sem ele pensar
— Você quer? – Scully o fitava intensamente, ainda sem
o brilho nos olhos
— Ah, Scully... Nos conhecemos há sete anos, temos muito
mais que uma simples amizade, mas você assim é diferente, não
é a verdadeira...
— E você não se aproveitaria de mim, certo? – o brilho
ia voltando a seus olhos. O agente balançou a cabeça
negativamente, Scully continuou – Mas, sabe?
Ele a olhou percebendo o brilho de seus olhos, mas não
teve tempo de reagir, a agente havia se soltado e pulado por
cima dele passando as pernas por volta de sua cintura. Ele
escorou-se na parede. A agente o beijava e ele retribuía. O
jogou na cama e murmurou em seu ouvido:
— Você não se aproveitaria de mim, mas eu me
aproveitaria de você...
Ela rasgou a camiseta que o agente usava e puxou suas
boxers o deixando nu. Ela tirou sua camisola e pôs-se a
beija-lo. Ele não resistiria por muito tempo. Por fim, cedeu.
Motel Witchcraft
Quarto de Mulder
9:33 am
Mulder acordou e se vestiu rapidamente. E depois Scully,
para que ela não se lembra-se de nada, aliás, para ela não
saber o que havia acontecido. Depois de um tempo ela acordou.
Olhou para o lado e viu Mulder a fitando.
— O que aconteceu? – ela perguntava confusa
— Nada... não aconteceu nada... – Mulder tentava ser
indiferente – Scully, precisamos ir embora daqui, não sei se
agüentarei você assim por muito tempo...- agora ele apontava
para sua camisola – sem poder fazer nada...
— Mas e Skinner, Mulder? Nós não encontramos o
assassino, o que vamos escrever no relatório?
— Esquece, Scully! Disso a gente se livra, vamos rápido
antes que você tenha outro ataque...
Sede do FBI
2 dias depois
Mulder estava no escritório pensando no que escrever no
relatório quando Scully entrou na sala com as mãos atrás das
costas. Ela olhou para Mulder.
— Oi, Mulder! – ela sorriu – Posso te perguntar uma
coisa?
— Claro!
— O que realmente aconteceu naquele motel?
— Bem... – o agente suspirou profundamente – eu cedi...
— E eu não me lembro de nada... – ela riu – uma outra
perguntinha...
Um brilho veio aos olhos de Scully. Ela tirou as mãos de
trás das costas e mostrou um par de algemas ao parceiro.
— E... – ela o fitava maliciosa, chegou até seu ouvido e
murmurou – você cederia de novo?
Continua...